As lesões meniscais são uma das condições mais comuns que afetam o joelho, especialmente entre atletas e indivíduos ativos. Neste artigo, o especialista em joelho, Dr. Pedro Ribeiro, explica detalhadamente sobre os meniscos, suas funções, tipos de lesões, tratamentos disponíveis e o processo de recuperação.
O menisco é uma estrutura cartilaginosa em forma de meia-lua, localizada entre o fêmur e a tíbia, que atua como um amortecedor dentro do joelho. Composto por cartilagem fibrosa (fibrocartilagem), o menisco é essencial para a estabilidade e funcionalidade do joelho, ajudando a distribuir a carga e absorver os impactos durante os movimentos diários.
O joelho é formado por três ossos: o fêmur (osso da coxa), a tíbia (osso da perna) e a patela (rótula). Os meniscos estão posicionados entre o fêmur e a tíbia, e são divididos em duas partes:
Localizado na parte interna do joelho, o menisco medial é semicircular e fixo ao ligamento colateral medial (LCM). Sua mobilidade limitada, de apenas 2-5 mm, o torna mais suscetível a lesões.
O menisco lateral, situado na parte externa do joelho, tem um formato mais circular e se move de 9 a 11 mm. Ele é atravessado pelo ligamento colateral lateral e pelo tendão poplíteo, proporcionando maior mobilidade comparada ao menisco medial.
Os meniscos têm várias funções cruciais para a saúde do joelho:
Propriocepção: Eles ajudam o cérebro a perceber o movimento do joelho, melhorando a resposta muscular aos estímulos.
Lesões agudas ocorrem frequentemente em esportes de contato, como judô e jiu-jitsu, onde o joelho pode ser torcido ou sobrecarregado. Essas lesões geralmente resultam em rupturas meniscais e podem afetar outras estruturas do joelho, como os ligamentos cruzados.
Lesões degenerativas ocorrem gradualmente, muitas vezes devido ao envelhecimento. A partir dos 40 anos, o menisco pode começar a apresentar fissuras internas, que podem evoluir e causar dor súbita durante atividades cotidianas simples.
Os sintomas variam dependendo do tipo e da gravidade da lesão, mas comumente incluem:
Bloqueio Articular: Especialmente em lesões complexas como flaps e alça de balde.
As lesões meniscais podem ser descritas como completas ou incompletas, estáveis ou instáveis, e incluem:
Lesão Horizontal: Ruptura que divide o menisco em porções superior e inferior.
O diagnóstico começa com uma história clínica detalhada e exame físico, utilizando manobras específicas como os testes de Smiley e McMurray. A ressonância magnética é o exame de escolha para visualizar a extensão e localização das lesões meniscais.
O tratamento conservador é indicado para lesões degenerativas, especialmente em pacientes idosos. Inclui fisioterapia, infiltrações com corticoides e ácido hialurônico, com uma taxa de sucesso de 50 a 60%.
A meniscectomia parcial é a remoção do fragmento danificado do menisco, preservando o máximo possível do tecido saudável. É realizada por artroscopia, um procedimento minimamente invasivo que permite alta hospitalar no mesmo dia.
Indicada para lesões agudas em pacientes jovens, a sutura meniscal visa reparar o menisco rasgado, promovendo a cicatrização e preservando a função meniscal.
Este procedimento repara o ligamento que fixa o menisco à tíbia, reinserindo-o na posição correta.
Consiste na injeção de um cimento ósseo abaixo da lesão meniscal para tratar edemas ósseos associados, comum em lesões degenerativas.
A recuperação varia conforme a idade do paciente, tipo de lesão e tratamento realizado. Para meniscectomias, o tempo de uso de muletas e retorno ao esporte é mais curto em pacientes jovens. A sutura meniscal requer uma recuperação mais longa, com uso de muletas por até seis semanas.
Lesões meniscais são comuns, mas com o diagnóstico precoce e tratamento adequado, é possível restaurar a função do joelho e retornar às atividades diárias. O Dr. Pedro está disposto a ajudá-lo a superar esse desafio, clique no botão abaixo para agendar uma consulta e receber uma avaliação personalizada do seu caso.